Você pode fazer a diferença!

Home » Saúde do Transplantado » Psicologia e Transplante – Por Gabi Noronha

Psicologia e Transplante – Por Gabi Noronha

O impacto do diagnóstico e a indicação para a realização do transplante me levaram a enfrentar uma realidade nova e desconhecida. Foram momentos difíceis. A gravidade da minha condição de vida e a necessidade de receber um órgão para sobreviver foram, sem sombras de dúvidas, momentos repletos de ansiedade, medos e incertezas diante de uma inevitabilidade espera em uma fila para realizar uma complexa cirurgia. Porém, era a única alternativa que tinha de vida, realizar um transplante de órgão.  Uma das primeiras iniciativas do meu médico foi orientar-me com relação à necessidade de acompanhamento psicológico visando possibilitar uma melhor qualidade de vida, na fase pré-transplante, e assim evitar transtornos emocionais que prejudicassem a espera por um transplante.

Na perspectiva de manter um equilíbrio emocional busquei o acompanhamento psicológico para que tivesse melhor assimilação com relação à indicação do transplante, o impacto da situação pré-transplante na minha vida e da minha família, com relação às várias mudanças na minha forma de viver, pois passei por mudança de cidade, afastamento da rotina de trabalho. Tive que conviver com uma rotina de medicamentos, visitas periódicas a médicos e diversas intercorrência pela processo de agravamento da doença.

Uma tarefa complexa e indiscutivelmente necessária, levando-se em consideração a singularidade de cada paciente. O acompanhamento psicológico permitiu que buscasse alternativas possíveis que me ajudassem desligar-me da espera pelo transplante. Nessa fase, resolvi fazer um mestrado na Universidade Federal do Piauí, precisava alimentar minha alma de pensamentos positivos, esperança e fé, tornando meus dias de espera menos angustiantes.

Acredito que a adesão que tive ao tratamento psicológico foi fundamental para o sucesso do meu transplante, pois atuando no tratamento de pacientes com diagnóstico que necessitam de um transplante de órgão, o psicólogo se empenha em minimizar os efeitos causados pela doença e espera na fila, fazendo com que tenhamos uma rotina com melhor qualidade de vida e assim evitando maiores complicações de ordem psicológica que possam interferir no nosso campo físico e mental. Momento extremamente importante para melhor compreensão da doença e do tratamento e expectativas positivas frente ao transplante.

A paixão pela psicologia surgiu nessa fase pré-transplante. Mesmo formada em Turismo, resolvi cursar Psicologia no intuito de prepara-me para ajudar de forma efetiva pessoas que estão em filas de transplantes. Várias pesquisas cientificas demostram que as pessoas que possuem relações de apoio psicológico, com frequência, possuem melhores condições de enfrentamento da doença.

Gabriela Noronha, transplantada de fígado. Estudante de psicologia.

#transplante #vamosfalarsobreisso? #apoio #psicologia #filadeespera #doaçãodeórgãos

 

One Responseso far.

  1. adriano disse:

    Gabriela aproveitou excepcionalmente bem a ajuda psicológica que teve e se auto ajudou muito bem. Será uma ótima psicóloga ajudando principalmente os que passarão por essa experiência dura de um transplante.
    A confiança, quase certeza de que tudo ia e vai dar certo é real e sincera.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *