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A importância do teste Cardio-Pulmonar – Por Patricia Fonseca

Logo depois de transplantei o coração, exatamente dois meses depois eu já comecei a Reabilitação Cardio Pulmonar no Hospital que transplantei.

Começou tudo muito devagar, andava a 2km/h na esteira e ainda parava para sentar em intervalos de minutos. No entanto para a evolução do meu treino ser feita com segurança foi essencial fazer o teste cardio pulmonar. Meus treinos e sua intensidade eram definidos pelos meus treinadores a partir desse exame que definia com  segurança até onde meu coração novo já conseguia ir. Durante um ano praticamente apenas caminhava, cada vez mais rápido mas apenas caminhando, sempre meia hora por treino. E além disso fazia musculação nas pernas, nada excessivo também, progredindo lentamente. E principalmente fazia treinamento pulmonar, que faz TODA diferença e ajuda muito o coração (coração e pulmão trabalham juntos, quando um está bem ele ajuda o outro). Quando eu ficava duas semanas sem o treinamento pulmonar já sentia diferença.

Aliás isso foi uma coisa que aprendi no hospital, coração-pulmão-músculos trabalham juntos em equipe. Para facilitar o trabalho do coração os outros dois precisam estar bem e em dia, e vice-versa.

Aos poucos comecei a correr e foi o teste Cardio Pulmonar que definiu a que velocidade podia correr. Sempre respeitei muito as orientações dos meus treinadores no hospital e acredito que isso fez toda a diferença para eu ter evoluído no esporte de forma segura e consistente. Recentemente fiz outro teste e foi ele mais uma vez que definiu que já posso correr mais rápido.

Só posso ser eternamente grata aos meus treinadores Lucas Sampaio, Reginaldo Ceolin, Márcia Fernandes e Leandro Capu e o Dr Carlos. Tudo que tenho conquistado devo a vocês!!

Acho muito bacana compartilhar esses detalhes porque acredito que transplantados do Brasil todo às vezes tem vontade de se exercitar mas não sabem por onde começar. Minha dica seria vocês procurarem um profissional para ajudá-los a orientar e desenhar os treinos pelo menos no começo. Um educador físico, fisioterapeuta ou cardiologista especialista em reabilitação.

É isso!

Beijo enorme a todos!

Patricia Fonseca

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