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Superação, gratidão e a vitória no remo – Por Andrea Mesquita

Olá, meu nome é Andréa Mesquita, tenho 50 anos e sou transplantada renal por 2 vezes: o 1º em 29/06/1998 e o 2º em 21/01/2016. Os dois transplantes foram muito bem sucedidos.

No 1º, depois de 1 ano e 8 meses perdi o rim transplantado e voltei a diálise peritoneal por 1 ano e foram retirados todos os imunossupressores. Depois de vários exames, foi constatado que meu rim transplantado, voltou a funcionar novamente e continuou assim por mais 9 anos, quando comecei a perder a função renal. Refizemos todo  processo para reiniciar a diálise peritoneal, voltar pra fila, etc…  só que em 2009, aqui em Brasília não tinha um remédio que em caso de retransplante temos que tomar antes da cirurgia e me indicaram para a fila de transplante de São Paulo. Ia de 3 em 3 meses para refazer os exames e fui chamada pra transplantar por 9 vezes, sem sucesso. Quando este remédio passou a ser rotina aqui em Brasília, passei para a fila do ICDF (Instituto de Cardiologia do Distrito Federal), que tinha começado a fazer transplantes há pouco tempo.

Em 2012, sem nenhuma explicação médica, parei de andar. Fiquei 3 anos em cadeira de rodas, totalmente dependente. Muito lentamente, fui melhorando, recuperando os movimentos, e a cada movimento novo era uma alegria. Tive que reaprender a andar, comer, escovar os dentes… coisas simples do dia a dia. Hoje só tenho falta de equilíbrio e ando com a ajuda de andador, mas tenho uma vida normal.

Em junho de 2015 fiquei tão debilitada que pedi a meu médico para ser internada e fiquei por 16 dias.   Ele me disse que eu teria que passar para a hemodiálise, pois, a diálise peritoneal não estava mais resolvendo. Até que, dia 21/01/2016, estava fazendo hemodiálise e recebi um telefonema da médica do pré transplante e ela me disse: esse rim é o seu!!

Foi tudo tão perfeito, que não senti nada no pós cirúrgico e saí do hospital com 13 dias e aos poucos minha vida foi voltando ao normal! Me tornei uma atleta paralímpica de remo, fiz várias viagens que achei que jamais voltaria a fazer. Hoje peço a Deus que abençoe a família dos meus dois doadores que me deram mais uma oportunidade de continuar vivendo, a minha família que em todos os momentos esteve comigo, aos meus médicos, em especial Dr. Mário Ernesto, que salvou minha várias vezes, meu fisioterapeuta e todos que perto ou longe, sempre torceram por mim.

Muito obrigada meu Deus por minha vida!!!

Na primeira foto eu, que hoje sou atleta e campeã no remo, e na terceira foto eu e meus familiares num momento muito especial depois dessas vitórias da vida!

#transplanterenal #alegria #vida #doacaodeorgaos #filadeespera #atletaderemo #sejadoador #sejaumheroi #avisesuafamilia

 

2 Responsesso far.

  1. Alexandra Mesquita disse:

    Irmã, vc é uma guerreira, jamais desistiu, nunca questionou!!! Apenas continuou lutando !!
    Você é um exemplo para todos que te conhecem!
    Agradeço a Deus por todas as suas vitórias e espero ainda estarmos juntas em muitas viagens e comemorações! Te amo !

  2. Ana Galhardo disse:

    Minha,Amiga Andréa Mesquita (vulgo ) ” Pilli) exemplo de mulher guerreira,batalhadora não só pela doença mas tbm pela VIDA ,tenho sim muita admiração e carinho. Parabéns minha Amiga!

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