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O Renascimento pela Doação – Por Lilian Horta

Difícil imaginar que aos 22 anos quando se está cheia de sonhos e terminando uma faculdade sua vida vai mudar para sempre porque você descobre uma doença grave.

Há 14 anos, fui diagnosticada com uma doença auto-impune de nome GESF (Glomérulo Esclerose Segmentar e Focal). Só o nome já assusta! Mas o que no início parecia ser algo totalmente fora do comum, difícil e doloroso, torna-se mais um motivo para você querer viver mais e mais. E foi com esse pensamento positivo de sempre que lutei e continuo lutando todos os dias pra ter uma vida feliz.

Primeiro foi a mudança da alimentação, o que para mim uma pessoa chata pra comer foi bastante complicado. Porém, essa era a única maneira de prolongar a vida dos meus rins que trabalhavam somente com 30% de sua capacidade. A segunda foi a introdução de medicamentos no meu dia a dia.

Depois vieram as várias conseqüências que um problema renal leva você a ter: inchaço, insônia, vômitos, dores, internações, cirurgias, desânimo e muito mais. A vontade de superar tudo isso sempre foi maior, toda via nem mesmo a restrição alimentar e os remédios impediram que eu fosse para a tão temida máquina, que no meu caso foi de diálise peritoneal. Então, todos os dias, com aquele cateter na barriga eu ligava a minha máquina que era o único meio que me possibilitava continuar a viver. É chato? Pode ter certeza que é! Mas é a solução do momento e você tem que encarar.
Foram quatro anos nessa luta diária ferrenha pra enfim chegar o dia do transplante.

Como esperei por este dia!!!! E não poderia ter sido de uma maneira diferente, minha mãe que sempre esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis foi que me proporcionou a vida que tenho hoje. Ela com todo o carinho e amor do mundo se dispôs a doar um rim para mim. E mais uma vez ela dava-me a vida. Desta vez, de uma maneira diferente, mas não menos especial!

Nunca vou esquecer a minha sensação de felicidade ao conseguir fazer xixi. Um ato tão simples para qualquer pessoa, porém para mim era um sinal de que meu rim “novo” estava ótimo e pronto para continuar comigo por mais um longo período.

Lilian Horta, 36 anos. Há 11 anos transplantada de rim.

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