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A PELE, O CORPO E A VIDA! DOAÇÃO E TRANSPLANTE DE TECIDOS – Por Ágata Brito

A pele é o maior órgão do corpo humano, tendo como principal função a proteção. O que a maioria das pessoas não sabem é a possibilidade de também doar pele de um potencial doador falecido, e da grande importância deste ato.

Ainda há muito estigma e desconhecimento na doação de pele! O transplante ou enxertia de pele é utilizado principalmente para o tratamento de grandes queimados, ou seja, pacientes que sofreram queimaduras profundas e de grande extensão. Sua principal função é de atuar como curativo temporário, a fim de evitar perdas de água, minimizar a dor, induzir a reconstituição do tecido na região enxertada e entre outros benefícios, o de minimizar o risco de infecção que é a principal causa de morte entre os queimados.

Assim, o transplante de pele pode representar a diferença entre a vida e a morte. Estima-se que, no mundo, mais de 300.000 pessoas morrem anualmente por conseqüências de queimaduras. Os acidentes por essa lesão são a quarta causa de morte de crianças no mundo e a segunda no Brasil.

Quando o paciente não tem condições clínicas ou área doadora para ser utilizada como cobertura temporária, se faz necessário o transplante de pele de doadores falecidos. Apesar das inúmeras vantagens, não é fácil a obtenção de pele, considerando a incidência de queimaduras no país, a disponibilidade de pele é baixa.

Este acontecimento se dá pelo elevado índice de recusa de familiares de doadores de múltiplos órgãos em doarem os tecidos, assim como a pele. Acredita-se que isso ocorra devido a sensação de mutilação, ao desconhecimento sobre o procedimento para a extração e da importância que há nessa doação.

Assim como os órgãos podem salvar vidas, a pele também pode. Como aconteceu em 2012, na tragédia da Boate Kiss, onde muitos jovens foram queimados e o Brasil não disponibilizava de pele o suficiente para tamanha demanda. Sendo necessário importar de bancos de tecidos de países vizinhos para o tratamento daquelas pessoas.

A pele é um dos poucos órgãos e tecidos que podem ser retirados com o diagnóstico de Morte Encefálica, ou após 6h de Parada Cardíaca.

Posteriormente, à autorização do familiar, o doador irá ao centro cirúrgico onde serão retiradas finas camadas superficiais de pele (3x mais finas que uma folha sulfite) em locais que aparentemente sejam invisíveis como costas e coxas, posteriormente o corpo será reconstituído dignamente com todo o respeito e gratidão dos profissionais envolvidos.

Agora conhecendo o processo e a grande importância na doação de pele, converse com seus familiares sobre seu desejo! A doação de órgãos e tecidos é um gesto que pode dizer sim para salvar muitas vidas.

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Ágata Brito é Enfermeira com licenciatura em enfermagem pela Escola de Enfermagem da USP e mestranda com enfoque na área de captação de pele pelo Programa de Gerenciamento em Enfermagem da Escola de Enfermagem da USP.

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