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ENTRE O TRATAMENTO, O TRANSPLANTE E A NOVA FILA DE ESPERA – Por Elaine Fonseca

Meu nome é Elaine Fonseca, sou de Teresópolis (RJ) e tenho doença renal crônica desde os 17 anos. Em 1988 quando eu ainda estava no 2º ano do ensino médio e me preparava para ingressar na universidade, comecei a sentir muito sono e cansaço. No HC da Unicamp fui diagnosticada com Glomerulonefrite crônica e que seria necessário um transplante.

Na época, fiz algumas sessões de diálise peritoneal de 24 horas. Lembro até hoje como era, ficava com o cateter logo abaixo do umbigo, porque quando me mexia era desconfortável. Quando minhas taxas no sangue melhoraram um pouco, fui encaminhada para a Nefrologia do Hospital.

Universitário da UFRJ e ainda fiz duas sessões de 24 horas da Diálise Peritoneal. Diante disso, fui encaminhada para um nefrologista da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro e lá, de fato, fiz meu tratamento por dois anos e meio.

Foi colocado um cateter e tentei levar uma vida normal apesar de ter havido algumas intercorrências. Retornei aos meus estudos e comecei a trabalhar em meio período no escritório do meu pai. Foi aí que um conhecido do meu pai falou sobre o Dr. Emil Sabbaga. Meu pai veio para São Paulo para conversar com esse médico e verificou a possibilidade de ser um doador. Depois disso, meus pais e eu fizemos uma consulta e após exames específicos foi constatado que meu pai e minha mãe poderiam ser meus doadores.

Em 07 de setembro de 1990 fiz meu primeiro transplante, e foi um sucesso! Após ficar um mês em São Paulo para os exames semanais, foi constatado que tudo estava bem, então, voltei para Teresópolis.

A partir desse momento, busquei levar minha vida normalmente. Até que em dezembro do mesmo ano, em exames de rotina, foi constatado alterações sem eu sentir absolutamente nada anormal. Foi feita uma biópsia e confirmado que eu estava com Nefrite Intersticial. Alguns medicamentos foram alterados, mas a creatinina não voltou mais para 1,0 como antes. Sempre ficava com os pés inchados ao final do dia, porém mesmo assim consegui passar no vestibular e comecei minha faculdade de Engenharia Civil, no Rio de Janeiro, indo e voltando para Teresópolis todos os dias.

Em 1998, com as consultas bem espaçadas já que a creatinina deu uma estabilizada, comecei a sentir-me muito mal. Vim para São Paulo na correria, e após exames, o médico disse que o rim havia paralisado. Foi muito triste para mim, difícil mesmo!

Colocaram o cateter provisório e voltei para Teresópolis onde meu tratamento teve continuidade.

Em 2003 após uma sessão de hemodiálise, vi que minha fístula tinha parado. Corremos para São Paulo, lá disseram para minha mãe fazer exames para confirmar se ela ainda poderia doar um rim para mim.

Então, em 03 de setembro de 2003, eu fiz meu segundo transplante renal. Mais uma vez ocorreu maravilhosamente bem! Minha mãe ficou somente uma semana internada, e eu duas semanas!

Continuei levando minha vida, em 2007 casei e vim morar em São Paulo. Foi um pouco difícil deixar minha mãe, mas seguia minha vida e ainda tive a oportunidade de ficar próxima aos meus médicos. Mas logo depois que voltei da minha viagem de lua de mel, recebi a notícia que minha mãe não estava bem, e logo foi descoberto que ela estava com Glioblastoma Multiforme. Em seis meses, minha mãe se foi. Até hoje a saudade é imensa! Devo toda a minha força a ela que me acompanhou em todos os momentos de luta.

Depois de tudo isso tentei seguir minha vida mais uma vez, até que em junho de 2016, depois de uma infecção urinária curada, fiquei com Proteinúria. Desse momento até dezembro do mesmo ano, fomos tentando todos as alterações de medicamentos, mas sem sucesso tive que voltar para a diálise. O rim já não filtrava o necessário. Foi tudo muito rápido! Minhas irmãs ofereceram-se para serem doadoras, fizemos os exames e descobrimos que agora estou sensibilizada, portanto a doação não foi possível. Por isso estou na fila desde abril de 2017 e com muita FÉ acredito que meu dia chegará. Assim vou vivendo um dia de cada vez!

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