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E SE FOSSE SUA FILHA? A LUTA PELA DOAÇÃO DE ORGÃOS É DE TODOS OS PAIS – (Especial Dia dos Pais) – Por Antônio Alencar

Meu nome é Antônio e sou o pai da Lili. Minha filha teve a infância e a adolescência com limitações físicas na prática de esportes e algumas atividades que requerem esforço. Contudo, nunca se constituíram em preocupações que fossem relacionadas à sua saúde. “É o jeito dela”, “não” gosta de fazer isso ou aquilo, tem preguiça, sei lá”, pensava.

Mas, no início de sua vida adulta, subitamente, nossa vida sofreu uma guinada. O que, após um ECG, seria apenas um exame admissional, resultou num diagnóstico de doença cardíaca grave e a possibilidade da necessidade de um transplante num futuro não definido.

O tempo foi passando e o “fantasma” do transplante fazia-se cada vez mais presente em nossas vidas, haja vista a piora observada dia após dia. Sim. Eu disse o “fantasma” do transplante, pois essa possibilidade assustava-me. Imaginar minha filha hospitalizada, fragilizada e dependendo de um coração que não sabia se chegaria. Será que ela suportaria a espera? E se a cirurgia não obtivesse os resultados esperados? E a sobrevivência? Como seria para uma mulher jovem casada, amante do seu trabalho que planejava ter filhos?

Essas e outras preocupações não somente me tiravam algumas horas de sono, como também consumiam-me em pensamento, fazendo-me como numa viagem desenhar finais perturbadores quando não trágicos para o final do roteiro.

No dia 07 der julho de 2017, aniversário do João Pedro, irmão mais novo da Lili, não houve comemoração, pois a apreensão protagonizou a data. Depois de uma semana entre paradas cardíacas e outras tantas arritmias, um avião UTI a transportou de Macaé-RJ- para o INCOR em São Paulo – SP. Havia chegado o dia. Aquele no qual se iniciaria, de fato, a espera por um outro coração.

No entanto, se por um lado a situação era angustiante, na outra extremidade tínhamos um contingente de familiares e amigos unidos pela Fé em prol da recuperação da Lili através de correntes diárias de orações. Eu também pedia, de Pai para Pai.

Estando internada há mais de dois meses, superando várias adversidades acarretadas pelo mau funcionamento do coração, ora a dispnéia, ou os rins, ou então o aumento das arritmias. Lili nunca perdeu a esperança e sonhava. Certo dia, mostrou-me um desenho feito por ela em seu leito no Incor, no qual havia várias “bonequinhas” praticando esportes, todas eram a Lili correndo, pedalando, nadando, jogando futebol e capoeira. No alto da folha o título:

“Trazer à existência coisas que, AINDA, não existem”

Decorridos 77 dias da internação, um sopro de vida lhe foi dado por um casal de desconhecidos. Deus, ao mesmo tempo que os confortava pela perda de um filho, lhes concedeu a oportunidade de ressignificarem essa perda! Salvaram a vida da minha filha autorizando a doação do coração, dentre outros órgãos que, igualmente, mudaram a vida de outras pessoas.

Com uma única palavra, SIM, não só a vida de quem recebeu os órgãos, como a de inúmeros familiares e amigos foram mudadas para sempre. A esse casal anônimo minha réplica ao SIM, é GRATIDÃO, eterna!

Por trazerem a minha filha de volta à vida, ao meu convívio. Por possibilitarem a minha filha retomar a sua vida a partir de onde a doença a afastou das atividades rotineiras. Por permitirem a minha filha vivenciar sensações até então desconhecidas. Por propiciarem à minha filha o direito a uma vida plena. Por fazerem com que eu me tornasse um ser humano melhor diante da questão da doação de órgãos.

E se fosse sua filha? Você também não gostaria que a vida dela fosse salva? E é por isso que eu digo: A luta pela doação de órgãos é de todos os pais!

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