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MISSÃO DOAÇÃO DE ÓRGÃOS – A HISTÓRIA DO SIM DE DIVERSOS DOADORES – Por Caroline César

Nicholas nasceu perfeito. Um bebê “Johnson”, como costumam dizer. Entre os 3 e 4 anos de idade, começou a rejeitar certos alimentos e vomitar com frequência e quando comia um pouco mais ficava menos ativo. Consultamos vários médicos e a resposta era sempre que ele era uma criança mais quieta, com paladar seletivo e tudo passaria com o tempo.

Aos 5 anos de idade, em um passeio à praia com o pai, sentiu uma dor no peito. Levado ao Pronto Socorro, um eletrocardiograma indicou a necessidade de uma consulta cardiopediatrica.

Foram 6 meses até o fechamanto do diagnóstico que eu nunca esqueci: Miocardiopatia Hipertrófica Restritiva. O músculo cardíaco estava hipertrofiando e com o tempo perderia a capacidade de bombear o sangue. Contudo, os médicos disseram que o quadro era estável, e um transplante seria a única alternativa de cura – poderia levar anos para ser realmente necessário.

Mas a vida surpreendeu-nos e apressou as coisas. Exatamente 11 meses após o diagnóstico, aos 7 anos de idade, Nicholas teve um AVC. O transplante urgia.

Ao mesmo tempo em que eu perdia o chão pensando nas piores coisas que a espera por um coração poderia gerar, havia uma voz em mim que afagava a minha alma e mantinha-me esperançosa. Sou mãe, e desistir não era opção.

Guiados por nosso médico anjo, conseguimos uma transferência para Brasília via UTI aérea, não nego: o pior vôo da minha existência! Em virtude da necessidade do uso contínuo de medicação para manter-se vivo, Nicholas foi listado como prioridade nacional, e a contagem regressiva começou.

Por iniciativa do pai dele, fizemos uma grande campanha na mídia em prol da doação de órgãos, orientada e permitida pelo centro transplantador. Recebíamos orações e apoio de muita gente, inclusive pessoas que não conhecíamos, em Brasília e em Natal.

Foram “apenas” 48 dias! Os 48 dias mais longos das nossas vidas, mas o “sim” chegou! E apesar de estarmos do outro lado do país, foi um potiguar, como nós, que renasceu em Nicholas ao ter seu coração batendo no peito dele! Para levar o órgão de Natal até Brasília formou-se na cidade uma comoção enorme com o apoio da Polícia Militar e uma logística tão perfeita e linda que gerou matérias nas TVs e jornais locais. Nossos nomes – doador e receptor – não foram divulgados, mas a situação gerou uma comoção tamanha que chamou a atenção para a doação de órgãos. Outras pessoas passaram a debater casos semelhantes na imprensa norte-rio-grandense. E isso, para nós, é uma grande vitória.

Porém, o que mais me orgulha nessa história toda – com tantos detalhes que nem cabem nestas poucas linhas – foi poder ouvir de várias pessoas que, após a trajetória de Nicholas, passaram a crer na doação de órgãos e se permitiram declarar também doadores.

Somos gratos por essa missão todos os dias!

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