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RESSIGNIFICANDO A FILA E A VIDA APÓS O TRANSPLANTE- Por Ana Carolina Simão do Valle

Para nós, profissionais da saúde, não é segredo que grande parte da população mundial tem se atinado, somente agora nos últimos anos a algo que sempre foi de extrema importância, mas em sua maioria, por anos e anos tem negligenciado: Falo sim, dos cuidados com nossa saúde mental.

Talvez por preconceitos, mitos ou falta de informação? Ou por questões financeiras ou por falta de prioridade por parte dos nossos governantes? Ao certo não se pode afirmar, não se
pode generalizar a situação uma vez que cada paciente e família vive uma realidade.

Mas fato é que, pacientes pré e pós transplantados precisam, o quanto antes, serem cuidados também no âmbito de saúde mental. O transplante em si pode suscitar sentimentos desconhecidos, ambíguos e intensos, assim como a espera para esse momento.

E é o acompanhamento psicoterápico que vai possibilitar a ressignificação de suas lutas, a
reorganização de seus pensamentos, seus anseios e ao acolhimento de suas dúvidas.

A psicoterapia se faz necessária e fundamental, pois é nesse espaço de fala e escuta em que o paciente terá a possibilidade de aprender a lidar com tantas novas sensações; ele será capaz de compreender que este misto de sentimentos, apesar de ser tão incômodo, é natural, mas que será importante aprender a lidar com eles para reduzir os possíveis impactos psicológicos nesse tempo.

Além de aprender a se perceber, se avaliar emocionalmente, fazendo readequações emocionais, que só será possível a partir de um processo de autoconhecimento, trazendo para esse momento – porque não? – mais leveza e segurança.

Até o momento em que se descobre que se pode viver sim essa nova caminhada com mais segurança em si, esperança no que há de vir e encontrando forças dentro de si mesmo, que jamais pudesse imaginar que existia, adaptando-se ao trilhar novos caminhos e novas formas de se caminhar.

Ana Carolina Simão do Valle é Psicóloga Clínica e colaborou para esse lindo texto.

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