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A MULHER QUE CORRE NA PRAIA – Por Lili Alencar

Em algum dia de 2017, eu estava sozinha, na praia da minha cidade. Vi uma mulher correndo, aparentemente 45 anos. Estava de viseira, óculos e cabelo amarrado. Esperta, corria de fio dental e aproveitava pra pôr em dia o bronzeado. Ela estava com fone de ouvido. Olhei bem, parecia ser a irmã de um amigo meu. Iria acenar pra ela, mas não. Preferi contemplá-la, pensava no quanto queria estar no seu lugar. Comecei a me imaginar ali.

Eu coloquei-me no lugar dela, imaginei que estaria ouvindo um rock pesado e vestindo um biquíni branco. Fechei os olhos e senti a areia esfoliando meus pés.

Despertei desses pensamentos. A realidade é que a falta de ar que vivia em mim só me permitia ir até a água, dar um mergulho e voltar para a areia bem esbaforida.

Em meus devaneios começo a barganhar com Deus. Desejo que ele me dê outras doenças no lugar da insuficiência cardíaca. Pedia que ele tirasse a minha falta de ar.

Ainda nesse mesmo ano, uma família autorizou a doação de órgãos de seu ente querido. Eu ganhei um novo coração. Com isso, aprendi o que a doação de órgãos pode fazer na vida de uma pessoa.

Aprendi que nosso Deus não é um Deus de barganha. Ele não faria uma troca. Ele Iria dar-me a cura completa.

Porque Ele é desses! E, como Ele não planta desejos em nosso coração à toa:
Hoje, eu não preciso imaginar.
Hoje, eu não vou tentar me colocar no lugar.
Hoje, a mulher que corre na praia sou eu.

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