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RESILIÊNCIA QUE FAZ SOBREVIVER – Por Mariana Faria

Sou Mariana e tenho 28 anos. Tive o diagnóstico de Fibrose Cística aos sete meses de vida. Na adolescência, as pneumonias aconteciam com mais frequência causando danos irreversíveis nos pulmões e muita falta de ar. Comecei com oxigenoterapia, a princípio em uso noturno, mas evoluiu para 24 horas após eu contrair o vírus H1N1.

Aos 20 anos, meu quadro clínico era grave. A única alternativa que salvaria minha vida seria um transplante pulmonar bilateral. Era uma corrida contra o tempo!

Eu já estava há mais de 2 anos na fila e com 7 meses de internação quando meus pulmões chegaram e eu renasci na noite do dia 10 de agosto de 2012. A cirurgia correu bem, contudo pouco tempo depois, ainda na UTI, piorei. Fui entubada novamente e precisei ser colocada numa ECMO (Oxigenação por Membrana Extra Corpórea), que funciona como um coração/pulmão artificial, do lado de fora do corpo. Cheguei a ser recolocada novamente em lista para um segundo transplante, mas com o tempo, muito trabalho da equipe e bênçãos de Deus pelas orações, os pulmões transplantados recuperaram-se!

Passado um mês de transplante, sentindo dores abdominais intensas, precisei fazer uma cirurgia para desobstrução intestinal. Tive crises convulsivas, repetições da obstrução intestinal, necessitei de mais duas cirurgias posteriormente e enfrentei outras rejeições, mas aprendi a fortalecer a fé e ser resiliente.

Em janeiro desse ano, recebi outra notícia difícil. Meus rins estavam parando devido a todo histórico de tratamentos intensivos pelos quais precisei passar e logo iniciei as sessões de hemodiálise. Fui inscrita novamente em uma lista de transplante, dessa vez, renal.

Na manhã de 26 de agosto de 2020, recebi a ligação de uma médica, tratando-se a respeito de um doador compatível comigo! Seguimos para o InCor e consegui transplantar o rim. Entretanto, por uma intercorrência clínica, precisei de um tempo maior de UTI ainda necessitando de hemodiálise. No fim, deu certo, meu querido rim começou a responder bem!

Grata a Deus, que com sua luz impulsiona-me para frente, como também aos meus doadores e familiares que deram o SIM para a doação de órgãos. No momento em que precisaram de um consolo especial, foram capazes de sentir compaixão. Deixo meu reconhecimento à equipe multidisciplinar do InCor/HCFMUSP, a minha amada família e aos amigos que me acompanham e em especial, aos meus queridos doadores.

A doação de órgãos é um dos gestos mais nobres de generosidade que um ser humano tem a oportunidade de exercer aqui na Terra.

Você que espera por um transplante, resista na luta; levante-se quantas vezes precisar e siga em frente com fé e esperança sempre vivas!

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